Vereador sugere transformar transporte escolar em linha comum e proposta acende alerta sobre segurança dos estudantes

🏛️ POLÍTICA

A sessão da Câmara Municipal de Simões Filho, realizada em 24 de março de 2026, ganhou destaque após uma proposta apresentada pelo vereador Orlando de Amadeu durante o debate sobre mobilidade urbana no município.

Ao discutir alternativas para o transporte na cidade, o parlamentar levantou a possibilidade de utilização dos veículos do transporte escolar também para atender a população em geral. A sugestão gerou repercussão imediata entre os vereadores, principalmente por envolver um serviço que tem destinação específica para estudantes da rede pública.

A ideia foi apresentada durante a análise de uma indicação voltada à organização do transporte alternativo, conhecido como “ligeirinhos”. Na ocasião, Orlando voltou a criticar a atuação do Governo do Estado na cidade e apontou a proposta como uma possível solução para a demanda de deslocamento dos moradores.

O posicionamento provocou reações no plenário. O vereador Genivaldo Lima questionou a coerência do discurso e relembrou que, durante a gestão do ex-prefeito Dinha, aliado político de Orlando, não houve aproximação com o Governo do Estado para captação de investimentos. Já o vereador Carlos Neto alertou para possíveis impedimentos legais, ressaltando que o uso do transporte escolar fora de sua finalidade pode contrariar normas vigentes.

De acordo com a legislação educacional e programas como FUNDEB e PNATE, os veículos destinados ao transporte escolar devem atender exclusivamente estudantes da rede pública. Especialistas indicam que qualquer desvio dessa finalidade pode gerar questionamentos legais e responsabilização administrativa.

Outro ponto que entrou no debate foi a segurança dos alunos. A utilização desses veículos para o público geral pode resultar em superlotação e aumento da circulação, elevando os riscos durante o transporte — um serviço que, por natureza, deve garantir proteção e prioridade aos estudantes.

A proposta, que surgiu como alternativa para a mobilidade urbana, acabou ampliando a discussão sobre os limites entre iniciativas políticas e responsabilidade administrativa. O tema deve seguir em debate na Câmara, especialmente diante dos impactos que uma medida desse tipo poderia causar na rotina e na segurança dos alunos da rede pública.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui